Postagens

Mostrando postagens de agosto, 2026

Ao sabor de setembro

Imagem
  Chegando setembro e, com ele, importantes datas comemorativas para nós, habitantes dessa maravilha chamada Brasil. Bem, pelo menos é assim que “ele” pinta o quadro. Qualquer aluno primário sabe o que comemoramos no dia sete. Aquela história que sabemos de um português, só podia ter sido, em cima de um cavalo, desembainha a espada, dá uns gritos e pronto, feita a independência. Assim... igual ao “golpe” sem luta, feridos ou morte. Esse Pedro devia ter ficado caladinho e hoje estaríamos na União Europeia e teríamos os Pastéis de Belém como patrimônio culinário e Wesley Safadão cantando fado. Carnaval... não. Encontro literário para avaliar a importância dos Lusíadas na cultura além-Téjo. Mas a gente, para sacanear, popularmente instituiu uma data que, pelo menos para mim, é importantíssima. O dia quatro de setembro, veja bem, meu amigo, antecede o Dia da Independência. O dia nacional do pastel. Eu confesso a você que prefiro um gostoso pastel de camarão a ver soldados...

Ninguém Vai Saber

Imagem
  Hoje aqui eu vou apenas encher linguiça. Por isso, querido leitor amigo, se quiser sair da página, boa viagem. Como se ele ainda estivesse aqui... sonha Luciano. Comigo agora vai ser assim, na base do coice, e outra coisa, vamos acabar com essa conversinha de “querido leitor”. Ora, eu era pra ser bajulado, levado nos braços como político corrupto, aplaudido – e de pé – por estar usando meu preciosíssimo tempo, forçando meu cérebro que, aqui pra nós, não é lá essas coisas todas, para criar algo que não serve nem pra limpar a bunda. Mas eu te pergunto, e responda se quiser, estou pouco ligando: pra que serve um aposentado, a não ser para falar mal do governo e infernizar a vida dos parentes? Estou me referindo ao aposentado pobre, desses que se arrepia só de ouvir o nome: careca do INSS. Porque um afortunado não estaria aqui escrevendo para preencher o tempo e exercitar a mente. Falando em mente, é a única parte do meu corpo que ainda exercito, além das mandíbulas... Bem, tem outra...

Participe da Experiência. Essa é grátis!

Imagem
  Não sei quem espalhou essa mania de querer sofisticar tudo simplesmente acrescentando na frase a palavra experiência. Calma, meu amigo, vou te explicar tudo bem direitinho. Hoje, qualquer estabelecimento comercial, para ser chique, usa esse artifício. E os restaurantes, que deixaram de vender comida e passaram a “lhe proporcionar” uma experiência gastronômica, se acham um verdadeiro templo da gastronomia francesa. Pena que esquecem que eu quero apenas jantar, não virar cobaia e, ainda por cima, ser assaltado. Contudo, é pela quantidade servida que a experiência microscópica se destaca. E, para disfarçar, ainda vem com uma gélida névoa que faz você pensar que está com catarata no Alasca. Não vou achar agradável participar de um “estudo degustativo” onde devo provar uma formiga por livre e espontânea vontade. Quero um bom filé, não sou tamanduá. Mas as experiências vão se espalhando que há de chegar o dia em que um pum será uma experiência olfativa. — Chegue, amor, para debaixo dos...

Eu Não Sirvo Para Isso

Imagem
“Eu podia estar matando, roubando ou me prostituindo”, mas estou aqui, do seu lado, com uma crônica leve e bem-humorada. Até porque eu não mato nem barata, não sou político e, a essa altura da vida, me prostituir é o atestado de insanidade mental. Então, meu amigo, tenho que procurar outro refrão para não arrancar risos no lugar de piedade. Poderia usar algo assim: - Então, gente, eu podia estar matando, roubando, mas resolvi me prostituir. Estou até em promoção... ou; - Pessoal, hoje eu não estou matando nem me prostituindo, mas roubando. Vamos passando os celulares e carteiras. Aceito Ticket. Também posso usar uma linguagem mais forte. E a última, que eu utilizo no gerúndio, é a melhor: - Aí, ó, hoje eu não vou estar roubando nem me prostituindo... Naturalmente, em todas as opções eu vou ser vaiado ou atirado do ônibus a pontapés. Eu causo o mesmo pânico que o Bob Esponja, logo posso afirmar que, para essa atividade, eu não me adequaria. Poderia tentar a política, sim. Po...

Meu sucesso na Amazon

Imagem
Eu tenho uma vantagem sobre muitos de vocês. Eu rio de mim mesmo. E como rio. Mas não é pra menos: acordo todo esperançoso e vou ver se tem algum dinheiro na Amazon, proveniente da venda ou leitura do melhor e-book já feito na história, o meu, e me deparo com o mesmo saldo de quinze dias atrás... Seis centavos de dólar. Eu disse de DÓ-LAR. Aposto que o querido leitor não tem essa disponibilidade em moeda estrangeira, pois o papai aqui tem. E o mais importante, lá na Amazon eu já devo ser conhecido por Luciano Six Cents. . Mas o importante é dar o pontapé inicial na escalada financeira e, pelos meus cálculos, nessa marchinha, logo estarei com uns sessenta centavos. Já pensou, meu amigo, um aumento de mil por cento, nem pirâmide financeira consegue me proporcionar. Eu sigo confiante e já estou pensando em lançar outra obra-prima só pra ver se quebro a banca da plataforma. — Nossa, o Luciano já está mandando outra merda? Comenta a Amazon ao ver a chegada de mais um sucesso literário aport...

Carta aberta ao Osmarzinho

Imagem
  Ilmo. Senhor, Dr. Osmarzinho. Venho aqui prestar minha solidariedade pelos últimos acontecimentos que se espalharam pelo país sobre sua imaculada pessoa. Palavrasiando o ex-presidente Temer, são apenas ilações, na tentativa de manchar sua ilibada carreira de homem público. Não se contendo apenas na sua angelical figura, atingem também seus familiares, na vã tentativa de denegrir um clã formado nos mais sólidos pilares que podem constituir a família brasileira. O ilustre candidato é incapaz de soltar uma bufa em um elevador ou proferir palavras de baixo calão. E, segundo seu assessor, faz parte até da Irmandade do Coração de Jesus. Sei que o Senhor zela pelas coisas públicas como se fossem próprias, disponibilizando, de bom grado, até contas pessoais para guardar, sob rígida vigilância, valores públicos. Quanto às desavenças, quem não as tem? Contudo, o seu modo de resolver esses contratempos nada se compara a querer passar com uma retroescavadeira sobre pessoas, tampouco subtrai...

Vou de preto

Imagem
  Estou aqui no Natal Shopping e observei uma coisa que me chamou a atenção. Por que os gordinhos acham que colocaram uma roupa preta e, pronto, estão magros? E é bom vocês que marcam encontros às cegas se atentarem para o seguinte: — Eu te espero em frente ao Burger King. Vou de preto. Toda de preto. Ave, adoro um pretinho. É gorda. Pode ter certeza. E ela deu logo duas dicas. Se ligou? Agora você, meu amigo gordo, que vai colocar aquela camiseta preta do tamanho da lona de um circo e ainda acha pouco, fica de cinco em cinco minutos tentando alargar a coitada, já bufenta de tanto uso. Pode ter certeza de que, de longe, ela já te viu e deu meia-volta. Pode chorar. Alguém precisa te falar a verdade. Você foi precipitado e posso até dizer... ingênuo. Não é porque o preto cai bem no Batman que o amigo também vai ficar. Longe disso. Você vai ser apenas um ótimo ponto de referência. E dos grandes. O amigo tem que cozinhar o galo. Calma, não é para você comer. É para dar tempo de mostrar...

Elias, Elís, não. Operação Elli

Imagem
  Sabe, meu amigo, eu adoraria trabalhar na Polícia Federal, mas no setor que dá nome às operações.  Nossa, eu ia me sentir realizado em poder usar minha imaginação para sacanear os investigados. Operação Coice de Mula, vem cá, meu puto; Cadê o Dedinho que Estava Aqui; Cuequinha Aloprada; Pode Começar a Rezar; A Turma do Carequinha e tantas outras que eu perderia horas de sono só para sacanear. Olha, nem salário eu queria. Meu pagamento seria por produção. Se bem que essa turma tem uma criatividade muito boa. Só perde para o pessoal da Odebrecht, que denominava os corruptos da Lava Jato. Acho até que eles trabalham agora em parceria com a polícia, fornecendo nomes. E alguns inocentes ainda reclamam do nome da operação. É o mesmo que, na quinta série, você reclamar do apelido. Isso só chancela que o nome pegou mesmo e será cantado em coro no avião ou em qualquer outro lugar com mais de duas pessoas. Só resta a eles disfarçar, usar velhas e conhecidas desculpas. Mas, aqui pra nó...

Na medida certa

Imagem
  A crônica de hoje quis brincar comigo. Escrevi e perdi, mas fiquei feliz. Enquanto estiver perdendo somente textos, está ótimo. Ao mesmo tempo, mesmo sem querer, achei mais ocupação para minhas atribuladas horas. Sabe, meu amigo, tem coisas sutis que passam despercebidas, mas é impossível imaginar a obra concluída sem aquele detalhe. Veja: a introdução de Descobridor dos Sete Mares, de Michel e Gilson Mendonça, imortalizada na voz do imenso Tim Maia, não teria o mesmo impacto sem os metais. No primeiro acorde já dá vontade de dançar, mesmo com o Sebastião pedindo mais retorno. As coisas belas da vida são simples (basta ver minha foto) para saber que só funcionam se estiverem no lugar e na quantidade certa. É como a pimenta no vatapá, o perfume do carro novo e o rebolado da morena. Se passar da conta, fica vulgar, e não importa se você mora em palácio. E, principalmente, nessa época de eleições que se avizinha, muitos não terão a perfeita harmonia dos metais da Vitória Régia. Vão ...

Navegar é preciso. Votar, nem tanto.

Imagem
      Já se passou o tempo em que um voto valia um milheiro de telhas ou uma dentadura. Dependendo da importância do ilustríssimo pedinte, seu milheiro de oitocentas telhas — ou sua chapa com quarenta e três dentes, tipo “Frutine” — era recebida como o início de um novo tempo. Na sombra, com dentes e só. Hoje, se alguém pedir um bolo de bacia   a algum candidato, leva logo um sermão: — O senhor não sabe que é contra a lei? Eu estou aqui para acabar com essa roubalheira, com essa pouca vergonha. Comigo é tudo transparente! E o assessor ao lado, com um pastel na mão, fazendo força para não cair na gargalhada. O eleitor sai crente de que o candidato é puro, honesto e que irá trabalhar pelo bem do povo. Coitado… Bem de quem? Eu vou continuar dentro dos meus princípios: depois que entrei na melhor idade, a única fila que enfrento é a de receber dinheiro. E pronto. No dia de votar, vou lá, dou uma olhadinha na fila, e é ela quem vai decidir se quer ou não o meu voto....

A culpa foi do Lécio

Imagem
  Você, meu querido leitor, pode até duvidar, mas eu escutei, da própria boca da Ceiça, que foi o descomunal atendente da farmácia o causador do que agora vou dividir com o amigo, afinal, você sabe que eu sou um legítimo boca de sacola. A Ceiça tinha chegado recentemente na Boate Et de Vagina e era a sensação da casa. Além de proporcionar um prazer igual ao de um carro novo, ela ainda vendia pão de queijo que, segundo comentava-se, ela manipulava a massa com as mesmas mãos que manipulava outra coisa e sem lavá-las. Segundo ela afirmava, o segredo da cremosidade da iguaria estava na manipulação in natura. Tudo corria pacatamente bem, até o dia em que o Lécio resolveu fazer uma visitinha íntima à nova aquisição da Boate e empreendedora. O jovem se gabava por ter vindo ao mundo com um pênis que estava até pleiteando sua entrada no Guinness Book, devido às suas dimensões de bitola e comprimento. A inocente da Ceiça tinha acabado de tirar uma fornada de pão de queijo quando foi solicita...