Ao sabor de setembro


 

Chegando setembro e, com ele, importantes datas comemorativas para nós, habitantes dessa maravilha chamada Brasil. Bem, pelo menos é assim que “ele” pinta o quadro.

Qualquer aluno primário sabe o que comemoramos no dia sete.

Aquela história que sabemos de um português, só podia ter sido, em cima de um cavalo, desembainha a espada, dá uns gritos e pronto, feita a independência. Assim... igual ao “golpe” sem luta, feridos ou morte.

Esse Pedro devia ter ficado caladinho e hoje estaríamos na União Europeia e teríamos os Pastéis de Belém como patrimônio culinário e Wesley Safadão cantando fado. Carnaval... não. Encontro literário para avaliar a importância dos Lusíadas na cultura além-Téjo.

Mas a gente, para sacanear, popularmente instituiu uma data que, pelo menos para mim, é importantíssima. O dia quatro de setembro, veja bem, meu amigo, antecede o Dia da Independência.

O dia nacional do pastel.

Eu confesso a você que prefiro um gostoso pastel de camarão a ver soldados marchando e um presidente assistindo.

O pastel me traz lembranças boas, me faz até esquecer do colesterol. Já o desfile me dá náuseas e uma profunda melancolia.

Vou comemorar muito, na feira, nos botecos, esse que é o orgulho desse povo que não come picanha, mas ainda pode comer um pastel... de vento, mas pastel.


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