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Mostrando postagens de setembro, 2026

E essa crônica vai ser de pornografia?

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      E essa crônica vai ser de pornografia? — Pergunta a Neide, sofisticando seu linguajar ao máximo. Vai, sim, Neidinha. De putaria, baixaria, pornografia. Dependendo da mente de quem ler, ela vai se adaptando igual a lagarto. Neide era dessas moças que, desde cedo, pensou em ganhar a vida sem fazer força. Tentou a política, nada. Vendedora de Jequiti, plano funerário e “empacotadeira nas Casas Bahia” e, como ela mesma dizia, o salário mal dava para comprar suas calcinhas. E não era para menos: para enfeitar com rendinhas aquela bichona que ela se gabava que, se fosse vender no quilo, dava para comprar uma cobertura com vista para o mar. Então, por mais safadeza do que necessidade, Neidinha começou a alugar o seu priquitão por temporada. E olha, era o único empreendimento que, nas festas de final de ano, ficava disponível e justamente nesse período que ela aproveitava para fazer uma revisão completa e, algumas vezes, dar um up. Colocou piercing, aparou a trunf...

Nojo. Somente Nojo.

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        Eu definitivamente sou um "pouca sombra". Não pelas dimensões físicas, mas pelo que represento. Vejo tudo passando na minha frente e não tenho coragem de levantar um cartaz gigante externando meu desapontamento. E de que adiantaria isso? De nada. Ninguém vai ler um cartaz no sol. Então fico no meu mundo, me corroendo pela revolta e pelo desprezo por essa qualidade de homens públicos que zombam de gente como eu, sem ter o que fazer a não ser votar e torcer para que não inventem desculpas para tirar a única coisa que nos dá dignidade. Estou cansado de vocês. Não suporto ver, tampouco ouvi-los. Tudo tem forma de arrumadinho, nada cheira à verdade e seus cínicos sorrisos são um jato de catarro verde que explode na minha cara. Mas o que eu posso fazer, me diga, meu amigo, se quem é para cuidar do país cuida do bolso?    

Uma família qualificada.

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                                                                                                                    Estava conversando com a minha irmã e ela se achando uma potência, pois tinha o curso de datilografia. Na verdade, há décadas, tinha diploma de tudo. Fez um bolo desses de caixinha, pronto. Diploma. Colocou um botão em uma camisa, Diploma. Passou esmalte em uma unha. Diploma. E aí você ia entupindo seu currículo com os mais variados “canudos”. Mas nada era mais cobiçado no mercado do que um datilógrafo. Acho até que o Elon Musk deve ter um diploma de datilógrafo pendurado no seu escritório. Eu, infelizmente, não tive a honra de fazer tal curso. Deve ser por isso que não prospe...