E essa crônica vai ser de pornografia?
E essa crônica vai ser de pornografia? — Pergunta a Neide, sofisticando seu linguajar ao máximo. Vai, sim, Neidinha. De putaria, baixaria, pornografia. Dependendo da mente de quem ler, ela vai se adaptando igual a lagarto. Neide era dessas moças que, desde cedo, pensou em ganhar a vida sem fazer força. Tentou a política, nada. Vendedora de Jequiti, plano funerário e “empacotadeira nas Casas Bahia” e, como ela mesma dizia, o salário mal dava para comprar suas calcinhas. E não era para menos: para enfeitar com rendinhas aquela bichona que ela se gabava que, se fosse vender no quilo, dava para comprar uma cobertura com vista para o mar. Então, por mais safadeza do que necessidade, Neidinha começou a alugar o seu priquitão por temporada. E olha, era o único empreendimento que, nas festas de final de ano, ficava disponível e justamente nesse período que ela aproveitava para fazer uma revisão completa e, algumas vezes, dar um up. Colocou piercing, aparou a trunf...