Por onde andam as Periguetes?


Não ouvi mais falar esse sonoro nome. Deve ter sido sofisticado, tipo restaurante que passou a fornecer “experiência”. Com certeza subiu o nível para concorrer com os produtos vindos da mãe Rússia para as águas quentes de Trancoso.

Certa vez fui buscar Julieta no Pet Shopping e, na hora da entrega, começaram a chamar os nomes das fofuras: Mona, Chico, Julieta, Periguete... Ri muito e, vendo a tal figura, já passei a achar que era discriminação. Uma linda “caramelo”, de olhos cor de mel e um sorriso discreto que deixava seu canino à vista de todos.

Adorei o nome. Não o que ele significava.

Passaram os anos e o nome sumiu. Como sumiram Pitel, Chuchu (restou só o do Planalto) e o tradicional Puta, que agora é garota de programa e antes eram apenas as dançarinas de programas de televisão (deixe-me com minha inocência). O nome mudou, mas a função continua a mesma. Sem glamour, mais por conta própria.

Puxei essa conversa sem fim porque compramos duas Shih Tzu e o final de semana foi um desfile de nomes de todos os tipos. Naturalmente que eu não estava nem doido para sugerir Periguete; fui aos clássicos Valentina e Manuela. Porque o importante é como vamos chamá-las no dia a dia: Tina e Manu. Mas, como era de se esperar, fui voto vencido. Acho que vou comprar um macho e colocar o nome de Luciano Neto ou João Ricardo, e poderemos chamá-lo de Bonitão ou Ricardão.

Bem, meu amigo, enquanto o Brasil pega fogo, estou aqui procurando nome para as futuras integrantes da família. Não quero nem saber quem ateou fogo. Quero meu isqueiro de volta.

 

 

 

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