O sermão do irmão




Sentado aqui no meu escritório na “cafeteria da Bauducco”, no Natal Shopping, pensei: Luciano, você é um sujeito feliz. Além de bonito e inteligente, ainda por cima é de direita. E eu te digo, prezado amigo ou agora ex-amigo: desde que a direita ficou direita que eu escolhia esse lado. Na verdade, de esquerda na minha vida só o lado de repousar a jararaca.

E olha, não sou protestante. Não suportaria ouvir os gritos do Malafaia sem tentar imitá-lo e fazer uma crônica, à moda da casa, a cada desafinada do pastor.

O Magno Malta eu ouviria pelas verdades camufladas de humor, ironia e pelo “mamãe me acode”. Já o André Mendonça, pela educação e suavidade da sua voz, me deixa a certeza de que, se Deus não ouvir as palavras dele, de quem ouviria?

Não vai ser uma voz cansada e corrupta que eu vou seguir. Afinal, quem escuta Sinatra sabe o que é bom, e quem segue o Mendonça, mais ainda.

O importante é seguir o que você acha correto, mesmo sabendo que o seu erro poderá ser dividido para todos nós. E o meu também.

 

 

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