Eleições chegando, meu prestígio saindo

                                    


Eita que faltam menos de sete dias para eu perder o valor. Talvez possa ser reaproveitado, tipo garrafa PET, por mais alguns dias. É só passar as eleições que eu volto a ser aquele pacote de biscoito ou bolacha (como queiram), abandonado em uma prateleira fria e escura de algum mercadinho mequetrefe.

Durante esse período, fui exaltado, jogaram tapetes e juras de amor foram cantadas em alto e bom som. Eu até cheguei a pensar que era gente e que todas aquelas promessas eram para facilitar minha vida. Mas te confesso, meu amigo, é um palavreado tão bonito que cheguei a sonhar que estava fazendo um churrasco com picanha e, o mais importante, de portas abertas.

Já estou pensando, quando esse período passar, o que vai ser da minha vida sem ter meu ego massageado todos os dias. Acho que vou fazer uma camiseta com os dizeres:

— Sou Eleitor. Lembra?

Contudo, acredito que eles não vão lembrar o que é esse tal de Eleitor. Devem dizer para um assessor:

— Amílcar, procure aí no Google o que é Eleitor

E, ao saber o significado, simplesmente fala:

— Ok, Amílcar. Daqui a seis anos me lembre.

E pronto. Lá vou eu voltar a ser o simplesmente Luciano, que não vale nem um bolo de bacia. Mas eu juro que nas próximas eleições eu não vou nem ligar a TV, se ainda tiver uma.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

No final da balada tem conveniência... tem sim, senhor.

O Google está de Migué

Uma Mentirinha Besta