Aberta a sessão… fechada a sessão


Ontem assisti ao julgamento que ocorreu no Supremo Tribunal Federal.

Desse acontecimento melancólico nos restou algo muito positivo: ficou mais claro qual lado cada um está.

Piadinhas, longos apartes — que já beiravam a parte toda — e uma necessidade de aparecer eram claramente notados por parte de um dos Senhores Ministros. Um outro me levou ao tédio por falar com a voz de um bumbo desafinado e em alto e bom som quando, apontando o seu indicador, tentava acusar o inabalável Ministro André Mendonça.

Feliz foi aquele que se declarou impedido e saiu do recinto para tomar um sorvete. Já o outro, que se declarou suspeito, nem precisou do VAR: ficou em campo, tipo café com leite.

Como seria bom que houvesse mais Andrés e Fuxs naquela corte. Mas, meu amigo, as eleições se avizinham e quem sabe se não riremos por últimos.

Passaram o dia como pedreiro trabalhando na diária e, no final, não votaram a questão em pauta e, o mais interessante, até uma das partes interessadas votou.

Um dos Senhores, aquele mais “engraçado”, pediu vista quando o placar do clássico estava 4 x 3 e ele mesmo já tinha votado, acompanhando o voto do tambor desafinado. Vai passar 90 dias vistoriando o que ele e todos nós sabemos que já está decidido. Mas, ao contrário do pedreiro, ele tem de desconstruir os fatos para construir uma verdade mentirosa.

Os “trabalhos” foram presididos por um pacato cidadão que assumiu o cargo de Presidente da mais alta corte do país, o qual, no final, não sabia se dava o intervalo para tomarem a sopa ou se continuava com o falatório.

Optando por continuar, ele me obrigou a desistir, pois já tinha ultrapassado em muito a minha tolerância a falsidades.








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