O Bullying do Espelho
Estava fazendo um levantamento nas minhas crônicas já publicadas e constatei que eu não preciso de inimigos. Foram tantas escritas falando sobre esse mortal e, pasmem, com tantas verdades, que arranquei suas risadas pelo tamanho do absurdo, sem você nem desconfiar que era pura verdade.
Como eu posso ironizar pessoas e fatos sem ser a cobaia preferida? Eu não iria rir de você se não tivesse aprendido a rir primeiro de mim. Nunca seria o “sujo falando do mal lavado”. O bullying começa no meu espelho do banheiro e, se chegar até você, está aí minha recompensa.
Quantas linhas já foram escritas, quantas ideias bobas continuam presas... Pois o número de leituras das minhas palavras é tão insignificante que posso colocar a senha da minha conta e nada ocorrerá.
Entretanto, vou continuar me distraindo, dando uma de escrevente, pois de escritor não tenho nem a catinga.
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